sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Formação, crescimento e destruição dos glaciares

    Um glaciar forma-se quando existe abundante precipitação de neve durante o Inverno e esta não derrete no Verão. A neve é gradualmente convertida em gelo e, quando o gelo se torna suficientemente espesso, começa a fluir. São, assim necessárias duas condições essenciais: temperaturas baixas e quantidades adequadas de neve.
    Para que os glaciares se formem, as temperaturas devem ser suficientemente baixas para manter a neve durante todo o ano. Estas condições são encontradas nas altas latitudes (regiões polares e sub-polares) e nas elevadas altitudes (montanhas).
    Uma queda de neve recente é constituída por uma massa fofa de flocos de neve soltos. À medida que os cristais pequenos, delicados e soltos envelhecem no solo, eles encolhem tornando-se grãos equigranulares.  Durante esta transformação, a massa de flocos de neve é compactada, formando uma neve densa e granulosa. Com o advento de novos nevões, a neve anterior é soterrada e compactada pela superior, formando o nevado. O enterramento e compactação posteriores formam o gelo glaciário quando os pequenos grãos recristalizam e cimentam.
Fig.1- Formação de gelo glaciário
     Quando o gelo se acumula até atingir uma espessura suficiente para que o movimento se inicie, a formação do glaciar está completa. O gelo, tal como a água, flui ao longo do declive de uma vertente sob acção da gravidade. O gelo pode descer por um vale de montanha ou pelas vertentes do domo de gelo formado no centro de um inlandsis. Em qualquer dos casos, um glaciar acaba por entrar em altitudes mais baixas, onde as temperaturas são mais elevadas. A quantidade total de gelo que um glaciar perde anualmente corresponde à sua ablação.
    A diminuição dos glaciares resulta do aquecimento e degelo da frente glaciária. Portanto, apesar de um glaciar se estar a mover vertente abaixo, a sua frente pode estar a retirar. A diferença entre a acumulação e a ablação dá-nos o crescimento ou a diminuição de um glaciar. Quando a ablação e a acumulação se anulam, o glaciar está em equilíbrio mantendo o seu tamanho. Se a acumulação for maior que a ablação, o glaciar está a crescer; se a ablação for maior que a acumulação, o glaciar está a diminuir. Estes equilíbrios ou balanços glaciários podem modificar-se com o tempo.
Fig.2- Esquematizaçaõ de um glaciar de vale


    Acrescentamos que na zona de ablação ocorre polimento do solo com formação de estrias e caneluras e, onde o glaciar termina o movimento, ocorre arrancamento de rochas. Assim é possível deduzir o sentido do movimento do glaciar muito depois do seu desaparecimento. 

Fontes:http://rusoares65.pbworks.com/w/page/4305378/Gloss%C3%A1rio%20-%20Glaciares
http://geodinamica.no.sapo.pt/html/pagesgex/glaciares.htm

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